
Associação de Radioamadores de Camaçari – Bahia
Cidade industrial que conta com a quarta maior quantidade de radioamadores e radio cidadãos do estado.
Pode ser encontrada no link https://aorccomunicacoes.wixsite.com/aorcradioamadorismo

Associação de Radioamadores de Camaçari – Bahia
Cidade industrial que conta com a quarta maior quantidade de radioamadores e radio cidadãos do estado.
Pode ser encontrada no link https://aorccomunicacoes.wixsite.com/aorcradioamadorismo
A Associação de Radioamadores de Feira de Santana, na cidade do mesmo nome, tem a segunda maior quantidade de radioamadores e rádio cidadãos do estado.
Pode ser encontrada no link: https://arfs58.wixsite.com/giro/associacao

Associação dos Radioamadores de Conceição do Coité – ARCCO
A cidade de Conceição do Coité, no interior da Bahia, é o terceiro município em quantidade de radioamadores e radiocidadãos do Estado.
Perde apenas para Salvador e Feira de Santana.
Mas é, de longe, o mais atuante e mais presente nas faixas.
Pode ser encontrado pelo WhatsApp e no Facebook através do link>
https://www.facebook.com/arcco.radioamadores

A LABRE é uma associação NACIONAL, sem fins lucrativos, de utilidade pública e tendo seus associados Radioamadores reconhecidos como da reserva das forças armadas para apoio nas telecomunicações, além de ser parte integrante da RENER – Rede Nacional de Emergência da Defesa Civil, que cuida dos interesses de seus associados, em sua grande maioria, radioamadores brasileiros, junto aos órgãos governamentais e reguladores do serviço, principalmente junto a ANATEL, com mais de 86 anos de serviços prestados ao Radioamadorismo.
Além disso, a LABRE é a única entidade nacional reconhecida pelo Ministério das Comunicações como representante dos radioamadores brasileiros.
Presidente: José Renivaldo Bezerra Pinto – PP7KO
E-mail: presidente_al@labre.org.br
Vice-Presidente: Marcelo Lemos Bezerra – PP7LB
Presid. Conselho: Joo Barros SimGes – PP7JR
E-mail: presidente_cons_al@labre.org.br
LABRE Amapá
Presidente: Edir Santos da Conceição – PQ8HAA
E-mail: presidente_ap@labre.org.br
Vice-Presidente: Jeronimo Correa Sodre Junior – PU8GJS
Presid. Conselho: Marcelo dos Santos Brandão – PU8GMC
E-mail: presidente_cons_ap@labre.org.br
LABRE Ceará
Presidente: Roberto Pereira – PT7YV
E-mail: presidente_ce@labre.org.br
Vice-Presidente: Alberto Junior – PT7AMJ
Presid. Conselho: Daniel Neto – PT7VD
E-mail: presidente_cons_ce@labre.org.br
LABRE Distrito Federal
Presidente: Gustavo Franco – PT2ADM
E-mail: presidente_df@labre.org.br
Vice-Presidente: Orlando Perez – PT2OP
Presid. Conselho: Ruy Carneiro – PT2RR
E-mail: presidente_cons_df@labre.org.br
LABRE Espírito Santo
Presidente: Kennedy Sandoval – PP1KS (Delegado)
LABRE Maranhão
Presidente: Alcilene Ferreira Lima- PU8MAF
E-mail: presidente_ma@labre.org.br
Vice-Presidente: Ana Regina -PR8ANA
Presid. Conselho: Maria Erinet – PR8MEF
E-mail: presidente_cons_ma@labre.org.br
LABRE Mato Grosso
Presidente: José Osvaldo – PY9BR
E-mail: presidente_mt@labre.org.br
Vice-Presidente: Vago
Presid. Conselho: Vago
E-mail: presidente_cons_mt@labre.org.br
LABRE Mato Grosso do Sul
Presidente: Paulo Dionel – PT9RF
E-mail: presidente_ms@labre.org.br
Vice-Presidente: Marcos Rosa – PT9AKJ
Presid. Conselho: Joio Dionel —PT9PM
E-mail: presidente_cons_ms@labre.org.br
LABRE Minas Gerais
Presidente: Carlos Pereira– PY4CEP
E-mail: presidente_mg@labre.org.br
Vice-Presidente: Wellington Cunha – PY4WR
Presid. Conselho: José Marques – PY4AR
E-mail: presidente_cons_mg@labre.org.br
LABRE Paraíba
Presidente: Antonio Garcia – PR7BCP
E-mail: presidente_pb@labre.org.br
Vice-Presidente: Valdeci dos Santos – PR7ACQ]
Presid. Conselho: Irapuan Ferreira – PR7AR
E-mail: presidente_cons_pb@labre.org.br
LABRE Paraná
Presidente: Marcos Figueroa – PY5MRF
E-mail: presidente_pr@labre.org.br
Vice-Presidente: Vago
Presid. Conselho: Orlando da Costa – PY5CKI
E-mail: presidente_cons_pr@labre.org.br
LABRE Pernambuco
Presidente: Haroldo Neto – PY7DJ (Delegado)
LABRE Piauí
Presidente: Ilton Junior – PS8IL
E-mail: presidente_pi@labre.org.br
Vice-Presidente: Ocilio Santana – PR8OSS
Presid. Conselho: Paulo Caldas – PS8BAE
E-mail: presidente_cons_pi@labre.org.br
LABRE Rio de Janeiro
Presidente: Sérgio Silva – PY1PP
E-mail: presidente_rj@labre.org.br
Vice-Presidente: Osvaldo Mendes – PY1TV
Presid. Conselho: Sales – PY1IBM
E-mail: presidente_cons_rj@labre.org.br
LABRE Rio Grande do Norte
Presidente: VAGO
E-mail: presidente_rn@labre.org.br
Vice-Presidente: Vago
Presid. Conselho: Vago
E-mail: presidente_cons_rn@labre.org.br
LABRE Rio Grande do Sul
Presidente: Gilmar Rodrigues – PY3KT
E-mail: presidente_rs@labre.org.br
Vice-Presidente: Vago
Presid. Conselho: Suzana Correa – PY3ME
E-mail: presidente_cons_rs@labre.org.br
LABRE Rondônia
Presidente: Enéas Menezes – PU8DAC
E-mail: presidente_ro@labre.org.br
Vice-Presidente: Cláudio Santini – PW8HI
Presid. Conselho: Clodoaldo Nunes – PW8CD
E-mail: presidente_cons_ro@labre.org.br
LABRE Roraima
Presidente: Amaro de Lima Silva Junior – PV8AJ
E-mail: presidente_rr@labre.org.br
Vice-Presidente: Darcio Santos Carvalho – PUSTDS
Presid. Conselho: Mauricio Caldart — PV8IB
E-mail: presidente_cons_rr@labre.org.br
LABRE Sergipe
Presidente: Ancelio Gomes Morais – PP6AGM
E-mail: presidente_se@labre.org.br
Vice: Jorge Leão Brasil – PP6JB
Presid. Conselho: Edivaldo Nascimento Santos – PP6CDE
E-mail: presidente_cons_se@labre.org.br
LABRE São Paulo
Presidente: Wilson Bezerra da Silva – PY2ASE
E-mail: presidente_sp@labre.org.br
Vice-Presidente: José Adriano de Oliveira PU20A
Presid. Conselho: Pedro Luiz Ranieri Nicolini – PY2DEL
E-mail: presidente_cons_sp@labre.org.br
LABRE Santa Catarina
Presidente: Daneil Fernandes – PP5DZ
E-mail: presidente_sc@labre.org.br
Vice-Presidente: Rodrigo Golçalves – PP5BT
Presid. Conselho: Julíbio Ardigo – PP5JA
E-mail: presidente_cons_sc@labre.org.br
LABRE Amazonas
(Inativa)
LABRE Tocantins
(Inativa)
LABRE Pará
(Inativa)
LABRE Goiás
(Inativa)
LABRE Acre
(Inativa)
LABRE Pará
(Inativa)
ANEXO À RESOLUÇÃO Nº 444 DE 28 DE SETEMBRO DE 2006
REGULAMENTO SOBRE CANALIZAÇÃO E CONDIÇÕES DE USO DE RADIOFREQüÊNCIAS DA FAIXA DE 27 MHz PELO SERVIÇO RÁDIO DO CIDADÃO
CAPÍTULO I
Das Disposições Gerais
Art. 1º Este Regulamento tem por objetivo estabelecer as condições de uso da faixa de radiofreqüências compreendida entre 26,960 MHz e 27,860 MHz por sistemas analógicos do serviço móvel, conforme definido no Regulamento de Radiocomunicações da União Internacional de Telecomunicações – UIT (1.24), em aplicações do Serviço Rádio do Cidadão.
CAPÍTULO II
Da Canalização
Art. 2º A faixa de radiofreqüências de 26,960 MHz a 27,860 MHz está dividida em canais com separação de 10 kHz entre portadoras adjacentes e as freqüências nominais das portadoras estão listadas na Tabela 1.
Freqüências nominais das portadoras dos canais para uso do Serviço Rádio do Cidadão
|
Canal nº
|
Freqüência da Portadora (MHz)
|
Canal nº
|
Freqüência da Portadora (MHz)
|
|
1 |
26,965 |
39 |
27,395 |
|
2 |
26,975 |
40 |
27,405 |
|
3 |
26,985 |
41 |
27,415 |
|
1T |
26,995 |
42 |
27,425 |
|
4 |
27,005 |
43 |
27,435 |
|
5 |
27,015 |
44 |
27,455 |
|
6 |
27,025 |
45 |
27,465 |
|
7 |
27,035 |
46 |
27,475 |
|
2T |
27,045 |
47 |
27,485 |
|
8 |
27,055 |
48 |
27,505 |
|
9 |
27,065 |
49 |
27,515 |
|
10 |
27,075 |
50 |
27,525 |
|
11 |
27,085 |
51 |
27,535 |
|
3T |
27,095 |
52 |
27,555 |
|
12 |
27,105 |
53 |
27,565 |
|
13 |
27,115 |
54 |
27,575 |
|
14 |
27,125 |
55 |
27,585 |
|
15 |
27,135 |
56 |
27,605 |
|
4T |
27,145 |
57 |
27,615 |
|
16 |
27,155 |
58 |
27,625 |
|
17 |
27,165 |
59 |
27,635 |
|
18 |
27,175 |
60 |
27,655 |
|
19 |
27,185 |
61 |
27,665 |
|
5T |
27,195 |
62 |
27,675 |
|
20 |
27,205 |
63 |
27,705 |
|
21 |
27,215 |
64 |
27,685 |
|
22 |
27,225 |
65 |
27,695 |
|
23 |
27,255 |
66 |
27,715 |
|
24 |
27,235 |
67 |
27,725 |
|
25 |
27,245 |
68 |
27,735 |
|
26 |
27,265 |
69 |
27,745 |
|
27 |
27,275 |
70 |
27,755 |
|
28 |
27,285 |
71 |
27,765 |
|
29 |
27,295 |
72 |
27,775 |
|
30 |
27,305 |
73 |
27,785 |
|
31 |
27,315 |
74 |
27,795 |
|
32 |
27,325 |
75 |
27,805 |
|
33 |
27,335 |
76 |
27,815 |
|
34 |
27,345 |
77 |
27,825 |
|
35 |
27,355 |
78 |
27,835 |
|
36 |
27,365 |
79 |
27,845 |
|
37 |
27,375 |
80 |
27,855 |
|
38 |
27,385 |
CAPÍTULO III
Das Características Técnicas
Art. 3º Na execução do Serviço Rádio do Cidadão, os transmissores devem operar com modulação em amplitude (AM) ou em freqüência modulada (FM) e a máxima largura de faixa ocupada pelas emissões em fonia não deve exceder a 8 kHz para modulação em faixa lateral dupla (DSB) e a 4 kHz para modulação em faixa lateral singela (SSB) com portadora suprimida.
Parágrafo único. A banda passante de áudio deve iniciar o corte em 2,5 kHz com 15 dB por oitava, como índice mínimo.
Art. 4º A atenuação do segundo harmônico ou das emissões harmônicas de ordens maiores deve ser superior a 60 dB, em relação à portadora para transmissões em faixa lateral dupla, ou em relação à potência de pico da envoltória (PEP) para transmissões em faixa lateral singela (SSB) com portadora suprimida.
Art. 5º A atenuação das demais emissões espúrias deve ser superior a 40 dB, em relação à portadora para transmissões em faixa lateral dupla, ou em relação à potência de pico da envoltória para transmissões em faixa lateral singela com portadora suprimida.
Art. 6º A atenuação da portadora e da faixa lateral não desejada, para equipamentos que utilizem transmissões com faixa lateral singela e portadora suprimida, deve ser maior do que 40 dB em relação à faixa lateral desejada.
Art 7º Os transmissores para telecomando devem operar com modulação em amplitude utilizando tons de telegrafia por onda contínua, devendo a máxima largura de faixa ocupada não exceder a 8 kHz e a atenuação das emissões não essenciais ser superior a 40 dB, em relação à portadora.
Art. 8º A estabilidade de freqüência deve garantir uma variação máxima de ± 50 ppm (partes por milhão), para variações de temperatura de –10°C a +55°C e variações de ±15 % da tensão nominal de alimentação.
Art. 9º A potência média da portadora na saída do transmissor fica limitada a 10 watts (RMS) para operações com telecomando e para emissões em faixa lateral dupla. E, no caso de emissões em faixa lateral singela com portadora suprimida, a potência média na saída do transmissor limita-se a 25 watts (PEP).
CAPÍTULO IV
Das Condições Específicas de Uso
Art. 10 Os usuários dos canais de nº 1 ao 28, constantes na Tabela 1, devem aceitar interferência prejudicial resultantes da emissão dos equipamentos utilizados em aplicações Industriais, Científicas e Médicas (sigla em inglês: ISM) que podem utilizar a sub-faixa de radiofreqüências de 26,957 MHz a 27,283 MHz.
Art. 11 As estações poderão operar em qualquer dos canais constantes da Tabela 1 do Art. 2º, exceto aqueles designados para atender situações de emergência, chamada e escuta, ao uso em rodovias ou à transmissão de sinais de telecomando, listados a seguir:
I – O canal 9 é restrito ao tráfego de mensagens referentes a situações de emergência em todo território nacional;
II – O canal 11 é restrito a chamada e escuta em todo território nacional;
III – O canal 19 é restrito ao uso em rodovias em todo território nacional;
IV – Os canais 1T, 2T, 3T, 4T e 5T são para uso das estações de telecomando, de acordo com o Regulamento sobre Equipamentos de Radiação Restrita.
§ 1º É vedada a utilização simultânea de mais de um canal por qualquer estação.
§ 2º Em caso de necessidade, as estações de telecomando podem utilizar também o canal 23.
§ 3º Não é permitida a transmissão de qualquer outro tipo de informação pelas estações de telecomando.
CAPÍTULO V
Das Disposições Finais e Transitórias
Art. 12 A Agência, a partir da publicação deste regulamento, não expedirá novas autorizações de uso de radiofreqüências e nem licenciará novas estações do Serviço Limitado Privado na subfaixa de 26,960 MHz a 27,860 MHz.
Art. 13 As estações atualmente licenciadas para o Serviço Limitado Privado, operando na subfaixa de radiofreqüências de 27,610 MHz a 27,860 MHz, de acordo com a regulamentação pertinente, passam a operar em caráter secundário, a partir da publicação deste regulamento.
Art. 14 As estações devem ser licenciadas e os equipamentos de radiocomunicações devem cumprir os requisitos do Regulamento de Certificação e Homologação de Produtos para Telecomunicações, aprovado pela Resolução nº 242 da Anatel, de 30 de novembro de 2000.
Art. 15 As estações devem atender à Resolução nº 303, de 2 de julho de 2002, sobre Limitação de Exposição a Campos Elétricos, Magnéticos e Eletromagnéticos, na faixa de 9 kHz a 300 GHz.
Art. 16 A Anatel poderá determinar a alteração dos requisitos estabelecidos neste regulamento, caso necessário para otimização do uso do espectro de radiofreqüências.
O Serviço Rádio do Cidadão ou Banda do Cidadão , usualmente abreviada CB (singla do inglês Citizens’ Band), também conhecida no Brasil, como Radiocidadão ou Faixa cidadão ou PX, é um sistema de comunicações individual de curta distância via rádio que usa uma banda de frequências altas (HF).
O Serviço Rádio do Cidadão não deve ser confundido com o Serviço de Radioamador ou Radioamadorismo, que utiliza diferentes frequências e legislações.
Durante a II Guerra Mundial foi fabricado para fins militares e em grandes quantidades “walky-talkies” cuja tecnologia havia sido desenvolvida pelo engenheiro norte-americano Al Gross, anos antes. Al Gross é hoje conhecido em todo o mundo como “pai” da Banda do Cidadão (CB), pois suas experiências em um segmento do espectro de RF, levaram a utilizar os 27 MHz por uma questão de “economia” (por ser no limite do espectro de HF).
Sendo ainda hoje discutível a origem da Banda do Cidadão (CB), num aspecto existe unanimidade: o governo americano viu-se confrontado com um excedente espantoso de equipamentos militares que nunca foram usados tendo em conta o fim inesperado da II Grande Guerra, incrementando o seu uso pela população como “hobby” com o objectivo de colocar os citados excedentes no mercado. Em simultâneo, e por certo não fruto do acaso, os radioamadores manifestaram o seu interesse de estabelecer um tráfico bilateral entre a generalidade dos cidadãos utilizando a frequência dos 27 MHz.
Portanto, os defensores de tal forma de rádio para entretenimento, desenvolveram grande actividade para convencer as autoridades americanas, que a partir de 1953 autorizaram o funcionamento de 23 canais nos 27 MHz, introduzindo, pouco depois, o respectivo licenciamento, formalizando a criação de uma “frequência para os cidadãos”, incluída na banda dos 11 metros e que toma a designação de “Citizen’s Band” (CB), a Banda do Cidadão.
Ao que se sabe, a Citizen Band teve seu primeiro uso em 1947 nos Estados Unidos e inicialmente era operada em frequências muito altas, de curto alcance, o que limitava a sua utilização
A ideia da criação da banda se originou em reuniões internacionais, logo após o término da Segunda Guerra Mundial, quando os países desejavam dar aos seus cidadãos um meio de comunicação mais livre, sem a necessidade de cabos ou fios e ao mesmo tempo sem muita burocracia para sua execução.
Dessa ideia inicial até a plena execução da CB ainda se passaram muitos anos.
(origem: GOV.BR)
O Rádio do Cidadão, também conhecido como PX, é o serviço de radiocomunicações de uso compartilhado para comunicados entre estações fixas e/ou móveis, realizados por pessoas físicas ou jurídicas de determinadas categorias, utilizando o espectro de frequências compreendido entre 26,96 MHz e 27,86 MHz. Esse serviço tem como objetivo proporcionar comunicações em radiotelefonia, em linguagem clara, de interesse geral ou particular; atender a situações de emergência, como catástrofes, incêndios, inundações; epidemias, perturbações da ordem, acidentes e outras situações de perigo para a vida, a saúde ou a propriedade; e transmitir sinais de telecomando para dispositivos elétricos. O regulamento do Serviço Rádio do Cidadão foi aprovado pela Resolução nº 578, de 30 de novembro de 2011. Já o regulamento que disciplina a canalização e as condições de uso do serviço foi aprovado pela Resolução nº 444, de 28 de setembro de 2006.
A exploração do Serviço Rádio do Cidadão depende somente de um cadastro simples, que acarretará a Dispensa de Autorização para o serviço.
DISPENSA DE AUTORIZAÇÃO
Com a Dispensa de Autorização, o usuário poderá utilizar o Serviço Rádio do Cidadão sem nenhum pagamento de taxa, apenas efetuando um cadastro simples, conforme orientação abaixo.
A entidade que fizer uso da dispensa deverá:
CADASTRO DE ENTIDADES PARA A DISPENSA DE AUTORIZAÇÃO
Desde 10/08/2020, por força da Resolução nº 720, de 10 de fevereiro de 2020, os equipamentos do serviço Rádio do Cidadão são classificados como “Radiação Restrita”, sendo dispensados de autorização (veja a Resolução nº 680, de 27 de junho de 2017). As entidades dispensadas de licenciamento, que se valem de meios confinados ou por radiação restrita, como os usuários do Serviço Rádio do Cidadão, devem ser cadastradas no Sistema Mosaico, na opção Cadastro – Dispensa de Autorização. Para mais informações sobre como obter acesso e como fazer o cadastro, consulte o Manual para Cadastro de Entidades, ou clique/toque na imagem ao lado, para baixar o arquivo para seu dispositivo.
LICENCIAMENTO TRADICIONAL
Não é mais possível o licenciamento tradicional para novos usuários desde 10/08/2020. No licenciamento tradicional, era necessário protocolar documentação, aguardar a análise do processo gerado e pagar taxas. A ANATEL simplificou o procedimento para a obtenção do serviço, sendo necessário apenas se cadastrar para ter quantas estações quiser, com o documento saindo na hora. Veja mais detalhes sobre a Dispensa de Autorização do Serviço Rádio do Cidadão, acima.
As estações já licenciadas poderão continuar com a modalidade antiga até o fim da validade da licença em vigor, com o respectivo pagamento de taxas todo ano, sem nenhuma alteração. Contudo, não será mais possível renovar a licença ao término da validade, ou alterar endereço de estações fixas, que implica em novo licenciamento. A entidade nessas condições não poderá mais explorar o serviço na modalidade antiga, mas poderá continuar pela Dispensa de Autorização.
Para mudar para a nova modalidade de Dispensa de Autorização, o usuário deverá quitar todas as taxas pendentes e solicitar a exclusão do serviço antigo. Essa mudança depende de solicitação do usuário e não é feita automaticamente. Somente após a confirmação da exclusão pela ANATEL, será possível solicitar a Dispensa de Autorização.
Para cancelar o serviço, utilize o antigo FORMULÁRIO DO SERVIÇO RÁDIO DO CIDADÃO. Note que não é mais possível marcar as opções de solicitação de serviço ou licenciamento de estações. Somente alterações que resultem em segunda via de licença ou exclusão serão realizadas. Não é mais possível adicionar novas estações ou alterar estações existentes.
Para o peticionamento do formulário, utilize o acesso de usuário externo do SEI via internet, em http://sei.anatel.gov.br. Lembre-se que é necessário cadastro prévio para utilizar esse sistema. Através da senha de acesso do SEI, utilize a sequência PETICIONAMENTO -> PROCESSO NOVO. Escolha a tipologia de processo “Outorga: Rádio do Cidadão“.
Apesar do SEI ser utilizado em diversos órgãos públicos, é necessário se cadastrar no SEI da ANATEL para poder acompanhar os processos que tramitam na agência. Para obter orientações sobre como se cadastrar no SEI, visite a página dedicada a esse sistema. Só é necessário se cadastrar no SEI na primeira vez. Depois de obtida a senha, todos os pedidos poderão ser realizados e acompanhados pela internet. O SEI não é um sistema técnico, assim o cadastro nesse sistema é feito em separado. Dúvidas sobre o SEI podem ser esclarecidas na caixa corporativa sei@anatel.gov.br.
UTILIZE SOMENTE EQUIPAMENTOS HOMOLOGADOS
Só é possível utilizar um equipamento de telecomunicações no Brasil se ele for homologado. Para saber como homologar seu equipamento, veja Homologação para Equipamentos de Radioamador e Rádio do Cidadão.
DICAS DE USO
O Rádio PX, também conhecido como Rádio Cidadão, remonta às décadas de 1940 e 1950, período em que começou a ser usado por caminhoneiros, empresas de táxi e outros grupos que necessitavam de comunicação de curta distância eficaz. Ao longo das décadas, sua popularidade aumentou e, apesar de ter sido substituído por tecnologias mais modernas em muitos contextos, ele ainda mantém um lugar especial entre entusiastas e profissionais que valorizam sua simplicidade e confiabilidade. A evolução tecnológica permitiu que esses rádios se tornassem mais compactos, com melhor qualidade de sinal e mais recursos, mas a essência da comunicação ponto a ponto, sem intermediários, permaneceu intacta.
Em um mundo dominado pela tecnologia digital e pela comunicação instantânea, pode-se questionar: por que o Rádio PX/Rádio Cidadão ainda é relevante? A resposta está em sua robustez e independência de redes centralizadas. Em situações de emergência, como desastres naturais, onde redes de celular e internet podem falhar, o Rádio Cidadão prova ser uma ferramenta inestimável. Além disso, para aqueles que trabalham em áreas remotas, como caminhoneiros e trabalhadores rurais, ele serve como uma linha de vida, permitindo comunicação onde outros meios falham. Este meio de comunicação, embora antigo em sua concepção, ressalta a ideia de que a funcionalidade e simplicidade podem ser muito mais valiosas do que avanços tecnológicos complexos, especialmente em contextos desafiadores.
O Rádio PX, abreviação de “Private eXchange”, é também amplamente reconhecido como Rádio Cidadão. Trata-se de um sistema de comunicação por rádio de curta a média distância, que permite interações diretas entre os usuários sem a necessidade de intermediários ou redes centrais. Em sua essência, o Rádio PX/Rádio Cidadão opera em uma faixa específica do espectro de radiofrequência, geralmente ao redor dos 27 MHz, permitindo que indivíduos comuniquem-se, seja por razões profissionais, de emergência ou por hobby.
A origem do Rádio PX remonta aos Estados Unidos na década de 1940. Originalmente concebido como um meio para empresas e profissionais realizarem comunicações internas, rapidamente ganhou popularidade entre o público geral. Com o advento dos transistores na década de 1950, os rádios se tornaram mais acessíveis e portáteis, contribuindo para um aumento na adoção do Rádio Cidadão por diferentes grupos, incluindo caminhoneiros, que começaram a usar o sistema para se comunicar nas estradas.
A popularização do Rádio PX nos EUA influenciou outros países, e não demorou muito para que esta forma de comunicação se espalhasse globalmente. Em muitos lugares, incluindo o Brasil, o sistema foi adaptado às necessidades e características locais, mas manteve-se fiel à ideia central de proporcionar uma comunicação direta e eficaz entre os cidadãos.
Este meio, embora tenha sofrido oscilações em sua popularidade devido ao surgimento de novas tecnologias, ainda detém um lugar especial no coração de muitos entusiastas e profissionais que reconhecem seu valor inerente e capacidade única de conectar pessoas.
No núcleo de qualquer sistema de Rádio PX estão seus componentes essenciais, que facilitam a comunicação.
O Rádio PX geralmente opera na faixa de 11 metros, especificamente entre 26,965 MHz e 27,405 MHz. Esta faixa é subdividida em vários canais, permitindo que múltiplos usuários comuniquem-se sem interferir uns com os outros. Em muitos países, esta faixa é estritamente regulamentada para garantir que o espectro seja usado de maneira ordenada e eficiente.
O processo de comunicação via Rádio PX começa quando o operador pressiona o botão “PTT” (Push-To-Talk) no microfone. Isso ativa o transmissor do transceptor, enviando a voz do operador, convertida em sinais elétricos, através da antena como ondas de rádio. Estas ondas viajam pelo ar até serem captadas pela antena de outro rádio PX, onde o processo é revertido: as ondas são convertidas de volta em sinais elétricos e depois em som, permitindo que a outra pessoa ouça a mensagem.
A capacidade de enviar e receber mensagens quase instantaneamente, sem depender de redes ou infraestruturas intermediárias, faz do Rádio PX uma ferramenta de comunicação poderosa e confiável, especialmente em áreas remotas ou em situações de emergência.
Uma das principais vantagens do Rádio PX é sua capacidade de proporcionar uma comunicação ponto a ponto sem a necessidade de intermediários. Diferentemente dos telefones celulares, que dependem de torres e redes centralizadas, o Rádio PX permite que dois ou mais usuários conversem diretamente entre si, sem a dependência de infraestruturas externas. Esse recurso é particularmente útil em áreas remotas ou em situações onde redes tradicionais não estão disponíveis ou são pouco confiáveis.
O Rádio PX é conhecido por seu alcance impressionante, especialmente quando equipado com antenas adequadas e em condições favoráveis. Em alguns casos, e dependendo da topografia, o Rádio Cidadão pode ter um alcance de dezenas ou até centenas de quilômetros. Além disso, a operação em baixas frequências, como a faixa dos 27 MHz, é menos afetada por obstáculos físicos, como edifícios ou montanhas, em comparação com frequências mais altas. Isso proporciona uma comunicação mais clara e consistente em diversos ambientes.
Talvez um dos usos mais críticos e valiosos do Rádio PX seja em situações de emergência. Em cenários de desastres naturais, acidentes ou outras crises, as redes de comunicação convencionais, como telefonia e internet, podem ser comprometidas ou sobrecarregadas. Nestes momentos, a capacidade do Rádio Cidadão de operar independentemente de redes centralizadas o torna uma ferramenta vital para coordenação de resgate, comunicação entre equipes de emergência e contato com áreas afetadas. Muitos entusiastas de rádio também participam de redes organizadas de comunicação de emergência, oferecendo seus conhecimentos e equipamentos para ajudar em situações críticas.
Em resumo, o Rádio PX não é apenas um meio de comunicação tradicional; ele oferece uma série de vantagens que o tornam relevante e insubstituível, mesmo na era digital. Seja para uso recreativo, profissional ou de emergência, o Rádio Cidadão continua a provar seu valor inestimável em uma variedade de situações.
Enquanto o Rádio PX tem um alcance considerável sob condições ideais, vários fatores podem limitar essa capacidade:
Além dos fatores de alcance, o Rádio PX pode enfrentar outras formas de interferência:
A despeito dos desafios, existem maneiras de otimizar o uso do Rádio PX e superar algumas dessas limitações:
Em suma, enquanto o Rádio PX apresenta certos desafios, muitos deles podem ser atenuados ou superados com conhecimento, equipamento adequado e prática.
Ao adentrar o mundo do Rádio PX, você encontrará diversas marcas e modelos disponíveis no mercado. Algumas marcas tradicionalmente reconhecidas por sua qualidade e confiabilidade incluem:
Recomenda-se sempre pesquisar avaliações e feedbacks de outros usuários para identificar modelos específicos que melhor atendam às suas necessidades.
Ao escolher um Rádio PX, não se deve focar apenas no preço. Considerar o custo-benefício é essencial:
Para garantir que seu Rádio PX tenha uma vida longa e eficiente, algumas práticas de manutenção são essenciais:
Ao seguir estas diretrizes e dicas, você estará bem equipado para fazer uma escolha informada ao comprar seu Rádio PX e garantir que ele sirva bem por muitos anos.
Assim como em outras formas de comunicação via rádio, o Rádio PX tem seu próprio conjunto de códigos e linguagem padrão para tornar a comunicação mais eficiente e compreensível:
Estes são apenas alguns exemplos, e há muitos outros códigos “Q” e “10” que são comumente usados. É benéfico familiarizar-se com esses códigos para uma comunicação mais ágil.
A comunicação eficaz e respeitosa no Rádio PX não só garante que você transmita sua mensagem com clareza, mas também ajuda a manter a integridade e a camaradagem dentro da comunidade de rádio. Lembre-se de que, por trás de cada transmissão, há uma pessoa real, e a cortesia e o respeito são sempre apreciados.
Embora muitos possam pensar que o Rádio PX é uma tecnologia obsoleta, nos últimos anos temos visto um renascimento notável em sua popularidade. Isso se deve, em parte, a situações de emergência onde as redes de comunicação convencionais falharam, revelando a robustez e confiabilidade dos rádios PX. Além disso, a tecnologia do Rádio Cidadão passou por uma série de modernizações. Atualmente, encontramos modelos com funcionalidades digitais, integração com outros dispositivos e até mesmo capacidades de transmissão de dados.
Com a revolução das redes sociais e plataformas de comunicação online, muitas comunidades e grupos de entusiastas de Rádio PX têm florescido. Estes espaços online fornecem ambientes ideais para troca de conhecimentos, discussões técnicas, e organização de encontros e eventos dedicados ao Rádio Cidadão. Através dessas comunidades, novos usuários podem aprender rapidamente, enquanto veteranos podem compartilhar suas experiências e expertise.
Ao refletir sobre o Rádio PX, é inegável sua relevância contínua no mundo da comunicação. Este não é apenas um meio antiquado relegado ao passado, mas uma ferramenta poderosa que tem se adaptado e evoluído com o tempo. Sua natureza direta, robusta e confiável torna-o um recurso valioso, especialmente em situações onde outros meios de comunicação podem falhar.
Para aqueles que estão considerando adentrar o mundo do Rádio Cidadão, saibam que uma comunidade acolhedora e rica em conhecimentos os aguarda. Não é apenas uma questão de aprender a operar um equipamento, mas de se juntar a uma tradição global de comunicação direta e genuína. Encorajamos novos usuários a explorar e descobrir as muitas facetas e oportunidades que o Rádio PX tem a oferecer.

Devido à grande procura de informações por parte de interessados em ser radioamador ou até mesmo colegas que queiram fazer a prova para promoção de classe, publicamos a seguir as orientações para se inscrever na ANATEL para a realização da prova ON LINE.
Informamos ainda que, na própria ANATEL existem apostilas em formato PDF contendo a matéria das provas.
Aqui, no site da LABRE BA, (clique aqui) temos um teste simulado.
Recomendamos, ainda, o site Direção Livre onde estão disponibilizados outros testes simulados.
Apesar de já termos uma postagem aqui no nosso site com essa mesma orientação (Radioamadorismo – o que é), achamos muito interessante divulgarmos o site da ECRA – Escola e Casa de Radioamadores de Campina Grande, PB, que sempre nos brinda com excelentes artigos
Tudo o que possa ajudar na formação de novos colegas é bem vindo e merece divulgação, independente de ser de nossa autoria.
Parabéns aos colegas da ECRA.
https://qtc.ecra.club/p/faq-perguntas-frequentes-e-informacoes.html
O SERVIÇO RADIOAMADOR
(difinição extraída do site GOV.BR)
O Serviço Radioamador é o serviço de telecomunicações aplicável ao radioamadorismo. O objetivo principal do serviço é a instrução técnica, intercomunicação e investigações técnicas, contudo, o radioamadorismo vai muito além dos serviços de telecomunicações. É considerado o laboratório de telecom, onde muitas das pesquisas e projetos se iniciam. É assegurado ao radioamador a experimentação, a investigação técnica e até mesmo a fabricação de seus próprios equipamentos. O radioamador, operador habilitado para executar o serviço, passa por avaliação a fim de atestar a capacidade técnica mínima necessária ao ingresso na atividade e assegurar os preceitos técnicos e diretrizes de telecomunicações.
Entre as diversas atividades praticadas pelo radioamador no desempenho das telecomunicações, temos as investigações técnicas, exploração de novas tecnologias, intercomunicação, desenvolvimento de novos projetos, expedições, interação e colaboração com a sociedade, operações de segurança e mitigação de risco à vida, defesa civil, concursos e contestes, formação de redes de radioamador com voz e dados, radiolocalização e muito mais.
Por definição, o Serviço Radioamador é um serviço de telecomunicações de interesse restrito, destinado ao treinamento próprio, intercomunicação e investigações técnicas, levadas a efeito por amadores, devidamente autorizados, interessados na radiotécnica unicamente a título pessoal e que não visem qualquer objetivo pecuniário ou comercial.

1 – O que é Radioamador?
Radioamador é a pessoa habilitada mediante exames junto à ANATEL, para operar uma estação de Radioamador.
OBS: Note que Radioamador não é o equipamento… é a pessoa detentora desta autorização
2 – O que é Serviço de Radioamador?
Serviço de Radioamador, conforme prevê nossa legislação, é a modalidade de serviço de radiocomunicações, destinado ao treinamento próprio, à intercomunicação e a investigações técnicas, levadas a efeito por radioamadores devidamente autorizados, interessados na radio técnica a título pessoal, que não visam qualquer objetivo pecuniário ou comercial ligado à exploração do serviço, inclusive utilizando estações espaciais situadas em satélites da Terra.
OBS: Note que o radioamador não pode utilizar sua estação com objetivo comercial ou pecuniário.
3 – Qual a legislação do Radioamadorismo?
O Serviço de Radioamador está regulamentado pela Resolução N.º 449, de 17 de novembro de 2006 e seu anexo, que devem ser estudados por todos os interessados em conhecer e ingressar no radioamadorismo.
4 – Que documento identifica um Radioamador?
O Certificado de Operador de Estação de Radioamador (COER), é um documento expedido à pessoa natural que tenha sido aprovada em exames ministrados pela ANATEL. Esse documento é pessoal, intransferível e obedecerá ao modelo previsto na Norma.
5 – Quem pode ser Radioamador? Obter o COER?
Podem obter o COER as seguintes pessoas:
a) Os brasileiros com idade acima de 10 anos (se menores, cabe aos respectivos pais ou tutores a responsabilidade por atos ou omissões);
b) Os portugueses, que tenham obtido o reconhecimento da igualdade de direitos e deveres para com os brasileiros;
c) Os radioamadores estrangeiros, nas condições estabelecidas em acordos de reciprocidade de tratamento;
d) Países que celebraram acordo de reciprocidade com o Brasil para execução do Serviço de Radioamador.
Estados Unidos da América, Costa Rica, República Dominicana, Bolívia, Suécia, Grã-Bretanha, Suiça, Canadá, Portugal, República Federal da Alemanha, Panamá, Dinamarca, Paraguai, Chile,
Venezuela, Colômbia, Uruguai, França, Argentina, Dominica, Espanha, Haiti, Peru, Suriname.
e) Os Radioamadores, funcionários de organismos internacionais, dos quais o Governo Brasileiro participe desde que estejam prestando serviço no Brasil.
6 – Como faço a inscrição para prestar exames?
Para efetuar o exame, procure a LABRE do seu Estado ou acesse o site da ANATEL e siga os passos no site. A prova é gratuita, somente depois de aprovado você começa a pagar taxas.
7 – O que é a LABRE?
A Liga de Amadores Brasileiros de Radio Emissão – LABRE é a entidade nacional, reconhecida pelo Ministério das Comunicações, como a única entidade representativa dos radioamadores brasileiros. Todos os países possuem entidade similar, nos USA é a American Radio Relay League – ARRL. Na França temos a Réseau des Émetteurs Français REF etc etc.
8 – Posso me inscrever na LABRE do meu Estado para prestar exames?
Pode, aliás, é altamente recomendável que você procure a LABRE do seu Estado e pessoalmente conversando com radioamadores mais antigos poderão resolver algumas dúvidas que você ainda possa ter e decidir se realmente deseja ser um radioamador. A LABRE busca assinar um termo de cooperação com a ANATEL, para aplicação de exames.
9 – Devo me associar a LABRE?
No Brasil, após a constituição de 1988, essa obrigatoriedade acabou, por isso a LABRE perdeu muito da sua arrecadação e, por conseguinte, perdeu também o seu poder de representatividade. Sabemos que para qualquer entidade ser forte, são necessários recursos e um quadro associativo robusto, pois tudo demanda despesas, basta ver a força que tem a OAB, o CREA, o CRM, etc..muito em função da quantia que arrecada, pois a sua filiação é obrigatória para o exercício das respectivas profissões. Portanto, para que a entidade que o representa seja forte, faça sua parte, seja sócio da LABRE do seu Estado ou outro de sua preferência.
10 – O que é IARU?
The International Amateur Radio Union – IARU é uma organização internacional que congrega as entidades representativas dos países membros. É através da IARU que os radioamadores do mundo inteiro se fazem ouvir nos congressos, fóruns e convencionais internacionais que tratam das legislações e uso da radiofrequência. A LABRE é Membro da IARU. A LABRE repassa anualmente, taxas referentes a TODOS os radioamadores brasileiros, sejam eles associados ou não a LABRE
11 – Quais as classes dentro do Radioamadorismo?
Para o ordenamento e controle de frequências, os Radioamadores são distribuídos em três classes, obedecendo suas qualificações técnicas, cujas exigências nos exames são as seguintes:
a) – Classe C: Maior de 10 anos (menores de idade precisam da autorização do responsável legal); Aprovação nos testes de Técnica e Ética Operacional (70%) e Legislação de Telecomunicações (70%)
b ) – Classe B: Se radioamador classes “C” (menores de 18 anos, somente depois de decorridos dois anos da data de expedição do COER classe “C”) e aprovação nos testes de Conhecimentos Básicos de Eletrônica e Eletricidade (50%) e Transmissão (70%) e Recepção (70%) Auditiva de Sinais em Código Morse; Aos maiores de 18 anos, sem COER, que desejam ingressar diretamente na classe “B”, desde que aprovados nos testes de Técnica e Ética Operacional (70%), Legislação de Telecomunicações (70%), Conhecimentos Básicos de Eletrônica e Eletricidade (70%) e Transmissão (70%) e Recepção (70%) Auditiva de Sinais em Código Morse.
c)- Classe A: Acesso restrito aos radioamadores classe “B”, decorrido um ano da data de expedição do COER classe “B”, e aprovação no teste de Conhecimentos Técnicos de Eletrônica e Eletricidade (70%).
12 – Depois que eu for aprovado e receber o COER, qual o próximo passo?
Se você desejar montar sua própria estação, precisa solicitar a ANATEL o seu indicativo de chamada e a respectiva Licença da Estação.
13 – O pode acontecer se eu operar sem autorização? >> É CRIME
Operar sem autorização é crime, você poderá ser enquadrado na Lei Geral de Telecomunicações – Lei 9472/97 e responder criminalmente na Polícia Federal.
Art. 183. Desenvolver clandestinamente atividades de telecomunicação:
Pena – detenção de dois a quatro anos, aumentada da metade se houver dano à terceiro, e multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais).
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem, direta ou indiretamente, concorrer para o crime.
Nota de PS7DX: Este parágrafo, criminaliza também, quem mantém, rotineiramente, contatos com pessoas não habilitadas
15 – O que é PX ou Faixa do cidadão?
O PX ou Faixa do Cidadão é uma modalidade de operação de rádio, muito parecida com a atividade do radioamador, porém possui algumas limitações de frequências e potencia, possui legislação específica diferente da do radioamador e não precisa prestar exames, basta preencher um formulário na ANATEL.
15 – OBS: A LABRE aceita o PX como associado e procura orientá-lo, se for seu desejo, para prestar exames e tornar-se radioamador. É comum ouvir-se que “a grade maioria dos radioamadores hoje, foram PX ontem”.
16 – Quanto custa montar uma estação, incluindo radio, antena e fonte de alimentação?
O preço de uma estação varia muito, depende do tipo de rádio, assim como dos outros componentes, pode variar desde um pequeno HT (Hand Talk) Rádio de uso portátil, até estações mais sofisticadas.
Além dos componentes básicos citados, uma estação mais completa pode incluir outros acessórios, como PC, Notebook, Chave de Antena, Manipulador de Telegrafia, Medidor de Potencia, Medidor ROE, Amplificador de Potência, Filtros, Rotor de Antena etc.
17 –Onde comprar?
Existem algumas lojas no Brasil além de colegas que revendem ou trocam seus equipamentos, muito comum nos encontros que chamamos de “eletroca”.
18 – Quais as marcas de rádio mais comuns?
Yaesu, Kenwood, Icom
19 – Eu posso usar um rádio no meu carro? na embarcação?
Sim, no automóvel, lancha, encontramos normalmente o equipamento que chamamos de transceptor de VHF. (Very Hight Frequency) é um rádio pequeno, muito parecido com os usados pelos taxistas e tem alcance, em condições normais, dentro da área urbana. É necessário possuir licença móvel.
20 – O que é “repetidora”?
É um equipamento que usamos como recurso adicional para aumentar o alcançe do radio de VHF. Com a repetidora, conseguimos alcançar outras cidades, usando o mesmo rádio.
21 – Como a repetidora funciona?
Ela é instalada em um local privilegiado, alto (Edificios, Morros, Serras) e faz o papel, como o nome já indica, de repetir o sinal recebido. Várias repetidoras “linkadas”, constituem um “enlace” e com este recurso, aumenta a nossa capacidade de alcance e mais cidades conseguimos atingir.
22 – Quanta custa utilizar uma repetidora?
Não se pode cobrar pelo uso de uma repetidora, porém, recomenda-se que se contribua com o seu mantenedor para fazer frente aos gastos necessários a sua manutenção.
23 – Eu posso ter uma repetidora particular?
Não, todas as repetidoras instaladas por radioamadores (classe A) ou associações são de uso de todos os radioamadores devidamente licenciados.
24 – O que é Echolink?
Echolink é um sistema de comunicação usado gratuitamente por radioamadores, utilizando a internet, pelo protocolo VOIP (Voice over Internet Protocol). Esta acessível a qualquer radioamador, utilizando seu PC, Smatphone ou via rádio, onde houver um sistema de link.
25 – O que é transmissão digital?
É um modo de transmissão, que como indica o nome, de forma digital, utilizando o computador, o rádio, a interface e a antena (sem internet). Existem alguns grupos no mundo, que dedicam as transmissões digitais, no Brasil temos o NDG –Natal Digital Group, que fica na capital do RN.
26 – O que é Cartão QSL?
É um cartão que mede 9cm x 14cm, que o radioamador usa para confirmar de forma física, que manteve contato com uma determinada estação. É muito utilizado também para comprovar e conquistar alguns certificados. Algumas associações de radioamadores e clubes, emitem certificados para aqueles radioamadores que comprovarem, com o cartão QSL, o cumprimento de uma determinada tarefa. A LABRE, por exemplo, tem um diploma chamado WAB, (Trabalhar (falar) todo o Brasil) que consistem em falar com radioamadores de todos os Estados Brasileiros. A ARRL possui um similar, chamado WAS (Trabalhar (falar) todos os Estados Americanos) .
27 – Eu preciso registrar meus contatos?
Sim, é uma exigência da ANATEL, pode ser feito em papel ou em programas específicos, encontrados na Internet. Existem vários programas grátis, conhecidos como “logbook” ou “Ham logbook”,
28 – O que é “contest”?
É uma competição entre radioamadores, promovida por associações radioamadorísticas, nacionais ou internacionais, que tem como objetivo a integração, o congraçamento e o aprimoramento técnico e operacional dos radioamadores. As competições podem ser em Telegrafia (CW), Fonia, e Digitais. No Brasil, temos entre outros, contestes como o CQMMDX do Grupo de CW de Juiz de Fora, o Concurso Verde Amarelo da Escola de Comunicações do Exercito e o Concurso Batalha Naval do Riachuelo, do Gremio de Radioamadores da Escola Naval e o NDG PSK Contest, do Natal Digital Group
29 – O que é Rede Nacional de Emergência de Radioamadores – RENER?
Rede Nacional de Emergência de Radioamadores, é composta por radioamadores voluntários, que tem como objetivo dar suporte em comunicações, especialmente em catástrofes, quando os meio normais não mais existem ou forem insuficientes. A RENER foi criada pela Portaria 302 de 24 de outubro de 2001 do Ministério da Integração Nacional e é coordenada nacionalmente pela LABRE Nacional.
30 – Quais os tipos de operação que o radioamador pode utilizar?
Estação Fixa, Portátil, Móvel e Satélite.
31 – O Radioamador estrangeiro pode operar no País?
Sim, temos duas situações distintas:
Em relação à Licença Internacional, existem duas situações distintas;
1 – Licença IARP – International Amateur Radio Permits
1.1 – Os radioamadores de alguns países das Américas podem utilizar a Licença Internacional (IARP), normatizada pela CITEL – Conferencia Interamericana de Telecomunicações.
Países signatário:
Argentina, Brasil, Canadá, El Salvador, Panamá, Peru, Trindade e Tobago, Estados Unidos da America, Uruguai, Venezuela
1.2 – Antes da viagem, esta licença deve ser solicitada e emitida pelo país de origem, que terá a mesma validade da licença original.
1.3 – A IARP pode ser emitida por uma associação de radioamadores membro da Amateur Radio Union International (IARU) – nos EUA, a ARRL está autorizada a emitir esta licença. No Brasil, há alguns anos, a LABRE tenta esta mesma autonomia, junto a ANATEL, mas ainda não foi deliberado. Neste caso, se você é radioamador brasileiro e deseja autorização para operar no exterior, deve solicitar sua licença IARP a ANATEL.
2 – Licença CEPT – European Conference of Postal and Tele Communications Administrations
2.1 – Radioamadores de Europa, são subordinados à CEPT – A Conferência Europeia das Administrações de Correios e Telecomunicações.
Radioamadores de Países Europeu que implementaram a Recomendação CEPT T/R 61-01, teem suas licenças de radioamador reconhecidas como licença CEPT. Se não tiver certeza sobre isso, você pode entrar em contato com o setor governamental que lhe concedeu a licença ou visitar o site do European Radiocommunications Office (ERO).
2.2 – Atualmente, (abril 2020) administrações de 48 países são membros da CEPT:
Albânia, Andorra, Áustria, Azerbaijão, Bielorrússia, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Croácia, Chipre, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Geórgia, Alemanha, Grécia, Hungria, Islândia, Irlanda, Itália, Letônia, Liechtenstein , Lituânia, Luxemburgo, Malta, Moldávia, Mônaco, Montenegro, Holanda, República da Macedônia do Norte, Noruega, Polônia, Portugal, Romênia, Federação Russa, São Marinho, Sérvia, República Eslovaca, Eslovênia, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Ucrânia , Reino Unido e Vaticano.
2.3 – A CITEL – vem tentando assinar um acordo com a CEPT, há alguns anos, sem sucesso. Sem este acordo, alguns países estão fazendo acordo diretamente com a CEPT. O Brasil está no caminho de fazer este acordo, mas ainda não foi concretizado.
2.4 – COER e Licença para radioamador estrangeiro.
No caso do Radioamador não beneficiado pela IARP e pela CEPT, mas havendo acordo de reciprocidade para radioamadorismo, entre seu País e o Brasil, ele pode solicitar uma licença de estrangeiro. Ele precisa enviar com a devida antecedência, o pedido com a documentação exigida pela ANATEL (anatel.gov.br). É necessário possuir CPF, o que pode ser conseguido no site da Receita Federal, de modo on line.
O indicativo emitido pela ANATEL deverá ter a letra Z, como a primeira letra do sufixo. Ex. PT2ZAA, PY1ZGF, PS7ZJKF etc.
Países que celebraram acordo de reciprocidade com o Brasil para execução do Serviço de Radioamador.
Estados Unidos da América, Costa Rica, República Dominicana, Bolívia, Suécia, Grã-Bretanha, Suiça, Canadá, Portugal, República Federal da Alemanha, Panamá, Dinamarca, Paraguai, Chile, Venezuela, Colômbia, Uruguai, França, Argentina, Dominica, Espanha, Haiti, Peru, Suriname.
32 – O Radioamador brasileiro pode operar no exterior
Sim, deve proceder de maneira análoga a FAQ 31, solicitando a licença IARP a ANATEL ou o disposto no acordo de reciprocidade.
33 –Já tive indicativo mas acho que perdí… como recuperá-lo?
Amigo Radioamador, se você está tendo problema com o seu indicativo (licença vencida, atraso no pagamento do Fistel etc.), entre em contato com a Anatel em www.anatel.gov.br
Alguns radioamadores perderam a data de validação de seus indicativos. Os interessados devem procurara a ANATEL.
Como os radioamadores em questão são portadores de COER, que tem validade indeterminada, essa providência é simples e viável. Para enviar via sistema SEI da ANATEL, o requerimento, acompanhado de CÓPIA AUTENTICADA do RG e do CPF e um comprovante de residência, o interessado deve utilizar o seguinte endereço mais próximo da sua residencia: ANATEL / UF / Setor Radioamador
34 – O que é Radioescotismo?
RADIOESCOTISMO (adaptado da expressão em inglês Radio Scouting)
Radioescotismo é o nome que se dá às atividades escoteiras que incluem o uso de equipamentos de radiocomunicação – É mais um atrativo para os jovens e mais segurança para todos.
Através de uma estação de radioamador, é possível estabelecer contatos, por exemplo, entre nosso acampamento e a sede do Grupo. É possível, ainda, contatar escoteiros e radioamadores ao redor do mundo inteiro. Essa é uma área de interesse extremamente diversificada, capaz de promover a intercomunicação entre os jovens, incentivando-os às práticas científicas e estudos técnicos, além de prepará-los para atuar em comunicações de emergências. É, também, um grande desafio.
São várias as atividades de Radioescotismo, dentro as quais destaca-se o Jamboree no Ar, ou seja o JOTA. No Brasil, temos também o CQWS, o Scout’s Field Day e a Patrulha Baden Powell. Você pode saber mais sobre essas atividades aqui mesmo, no site http://www.escoteiros.org.br/
É necessário destacar que aqueles que se dedicam ao Radioescotismo são Escoteiros e também Radioamadores. São, em sua maioria, bons escoteiros, bons mateiros, bons chefes e dedicados líderes, que também têm o conhecimento do radioamadorismo e das comunicações em geral. Têm sua formação escoteira como todos, porém, além disso, dedicam-se à radiocomunicação, tanto como hobby quanto como parte da maior reserva mundial de comunicações de emergência.
Ainda hoje, com todo o avanço tecnológico da telefonia, fixa e celular, ainda acontecem muitas situações em que somente os Radioamadores conseguem estabelecer contatos entre áreas atingidas por desastres naturais e os socorros de urgência.
“O Escoteiro que é radioamador aumenta sua capacidade de ajudar e participar da formação de uma sociedade mais solidária.”
No Brasil, as atividades de Radioescotismo estão subordinadas à Equipe Nacional de Atividades Especiais e são coordenadas pela Equipe Nacional de Radioescotismo, com o apoio de Equipes Regionais e seus coordenadores. .
Boa sorte e quem sabe, nos encontraremos pelas faixas…